ILUMINAÇÃO POR FLUORESCENTE

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O tubo fluorescente é uma lâmpada de vapor de mercúrio a baixa pressão, utilizada para a iluminação industrial. A sua grande vantagem em relação a outro tipo de lâmpadas, como as incandescentes, é a sua eficiência energética.
É formada por um tubo de vidro revestido interiormente com uma substância que contém fósforo e outros elementos que emitem luz ao receber uma radiação ultra-violeta de onda curta. O tubo contém uma pequena quantidade de vapor de mercúrio e um gás inerte, habitualmente, argón ou neón, submetidos a uma pressão ligeiramente inferior à pressão atmosférica. Desta forma, nos extremos do tubo encontram-se dois filamentos feitos de tungsténio.
Os tubos fluorescentes usam-se, muito frequentemente, em aplicações de visão artificial, ainda que devido à sua limitada variedade de formas, também seja restringida sua utilização.
Para as aplicações industriais é importante que os fluorescentes funcionem a alta frequência, pelo menos a 25kHz. Nas aplicações de visão não se utilizam fluorescentes Standard devido ao seu efeito de flickering que, dependendo da velocidade a que a câmara funcione, pode ver-se refletido na intensidade da imagem capturada.
Os tubos fluorescentes Standard não apresentam um balanço de cor uniforme, incorporando longitudes de onda, maioritariamente, azuis. Para aplicações de visão artificial, é necessário utilizar fluorescentes com espectro conhecido. Assim, é habitual a utilização, de acordo com as aplicações, de fluorescentes quase monocromáticos: ultravioletas, amarelos, verdes, azuis…
Para aplicações que requerem grande intensidade de iluminação e longa longitude, utilizam-se fluorescentes de abertura, nos quais a luz se emite apenas numa direção e com um ângulo muito reduzido. Isto permite que a intensidade lumínica possa ser até 10 vezes superior à de um fluorescente Standard.
As fontes de alimentação, que proporcionam eletricidade aos fluorescentes, podem vir equipadas com fotodíodos, o que permitem controlar e regular automaticamente a estabilidade da luz a todo o momento, para que, quando a intensidade da luz do fluorescente diminuir, a fonte aumente a sua potência até voltar à intensidade anterior. A vida média dos tubos fluorescentes é superior às 10.000 horas e a vantagem, relativamente aos sistemas baseados em LED, é que não deve ser substituído todo o sistema e sim só o fluorescente.