TECNOLOGIA SOFTWARE

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As técnicas de processamento e análise de imagem para ambientes industriais e científicos são relativamente recentes. Tiveram início há cerca de 30 anos e evoluíram muito rapidamente, acompanhando, por sua vez, o rápido avanço tecnológico dos computadores e da sua capacidade de cálculo.

Num passado mais recente, não era possível realizar os processamentos em tempo real, uma vez que os computadores não eram suficientemente rápidos para realizar cálculos com imagens. Na verdade, até há cerca de cinco anos, não era possível realizar a visualização de imagens, devido à largura de banda do bus ISA. Os processamentos em tempo real, nesta altura, fazia-se em processadores DSP on-board, com o objetivo de poder alcançar as velocidades requeridas para a maioria das aplicações.

Com a chegada do bus PCI e PCI Express, assim como com a rápida evolução dos processadores dos PC, conseguiu visualizar-se as imagens em tempo real e realizar a maioria dos processamentos num período de tempo suficientemente curto. Desta forma, passou a poderem resolver-se aplicações de visão em ambientes científicos e industriais, com os resultados esperados em tempo aceitável.

Esta evolução de hardware conduziu ao desenvolvimento de livrarias de visão artificial, capazes de funcionar em ambientes Standard, tanto de sistemas operativos, como de processadores. O sistema operativo mais utilizado, atualmente, nas aplicações de visão artificial é o Windows, em qualquer das suas variedades. De qualquer forma, existem muitas aplicações desenvolvidas em UNIX, QNX e em LINUX, ultimamente, utilizadas com grande assiduidade, tanto na sua versão Standard, como na RT (RealTime).

Até a poucos anos, a implantação de sistemas de visão artificial requeria um extenso conhecimento do software de baixo nível e do hardware de visão artificial. Atualmente, o panorama alterou-se radicalmente, uma vez que se encontram disponíveis numerosos ambientes de programação escaláveis e fáceis de utilizar que, combinados com os novos processadores, tornam muito fácil à implantação de um sistema de visão artificial.

A base do software de um sistema de visão artificial é a interpretação e análise dos pixels. O resultado final pode ir desde a medida de uma partícula, até à determinação ou leitura de uma série de caracteres (OCR), passando por qualquer outro processamento que possamos imaginar sobre as imagens.

Dependendo do facto da aplicação se realizar em ambiente industrial ou científico, os passos a seguir num sistema de visão artificial são de certa forma, distintos.

 

Aplicação industrial de visão artificial

Captura da Imagem.

Definição da região de interesse onde se realizarão as medidas.

Inicialização das tolerâncias para verificar se a peça a determinar é ou não correcta.

Executar as medidas.

Gerar uma saída apropriada.

 

Aplicação científica de visão artificial

Captura da imagem.

Fazer um processo de melhora.

Determinar os elementos a medir.

Executar a medida.

Armazenar as medidas e realizar processos gráficos ou estatísticos.

 

Enquanto nas aplicações industriais, a velocidade a que se realizam as medidas é fundamental, já que se devem avaliar todas as peças produzidas em tempo real, nas aplicações científicas procura-se a determinação dos resultados em imagens mais complexas.